domingo, 14 de maio de 2017

[0039] Um dominó como qualquer outro … nas mãos de um mágico

O mágico espalha as pedras de um dominó sobre uma mesa, com os números virados para cima, e pede que duas pessoas da assistência o venham ajudar.
A tarefa que o mágico lhes solicita é simples: dispor todas as pedras formando a cadeia habitual: um «1» encostado a outro «1», um «2» a outro «2», e assim sucessivamente.
Aquilo que o mágico depois anuncia à assistência já não parece ser fácil: antes de os seus ajudantes iniciarem o trabalho, ele, mágico, vai adivinhar os números que se situarão nos extremos da cadeia quando esta acabar de ser formada - apesar da total liberdade com que os seus ajudantes a formarão.
E, para que possa ser confirmada a sua adivinha, o mágico escreve discretamente os números que acabou de adivinhar num cartãozinho e deixo-o, virado para baixo, num lugar visível mas inacessível a qualquer dos presentes.
E o trabalho dos ajudantes começa.

A cadeia de pedras que resultou foi, por exemplo, a seguinte:


Os ajudantes anunciam que os extremos da cadeia são o «5» e o «3».
Então o mágico pede a uma criança da assistência que venha pegar no cartãozinho e leia os números que lá estão escritos: e são o «5» e o «3»!

Fundamentação:

Cada número aparece oito vezes no dominó. Por exemplo, o «5» aparece em:
«0 + 5», «1 + 5», «2 + 5», «3 + 5», «4 + 5», «5 + 5» e «6 + 5».
Na cadeia construída, cada junção de peças utiliza duas vezes o mesmo número. Então, quando todas as peças estiverem colocadas, o número de vezes que cada número surgiu nas junções tem de ser par (oito vezes para seis dos números e seis vezes para o outro número, precisamente o que deve figurar em ambos os extremos.
Porquê nesta cadeia os dois números não são iguais?
O dominó tem 28 peças e nesta cadeia só estão … 27 peças: o mágico retirou prévia e secretamente uma das peças (que não seja doble), que foi, neste caso, a peça «3 + 5»!

Inspiração: Gardner (1991; p. 62)

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